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    Andei ouvindo: Cellar Darling

    Pra quem curte aquela vibe musical bem peculiar, Cellar Darling é uma ótima opção. Sei bem que esse é um estilo musical não muito conhecido e apreciado por aqui (pelo menos na minha região), mas não custa nada falar um pouco sobre o talento que eu vejo que eles tem. O grupo é formado por ex-integrantes da banda suíça Eluveitie, que faz um som pesadão com uma pegada folk (folk metal, dã), que é um estilo musical que eu amo de paixão. Eu costumo geralmente dar preferência às bandas lideradas por mulheres porque sempre acho que a voz feminina dá um contraste maravilhoso com as guitarras pesadas. Anna Murphy, ex-vocalista do Eluveitie e agora vocalista do Cellar Darling, tem uma voz tão linda e tanto talento pra coisa toda que fica difícil você não se interessar pelo trabalho deles. Outra coisa interessante também é todo esse lance da cultura celta presente nas músicas, e mesmo não conhecendo muito toda a mitologia e o contexto cultural no geral, já me sinto encantada só pela mistura de sons e pela forma como eles retratam tudo isso 🙂

    O primeiro álbum deles (This is The Sound) saiu no Spotify no finzinho de junho desse ano, mas como eu tava super ocupada com as coisas da faculdade (ou seja, morta pro mundo e pra web) não fiquei sabendo logo de cara que tava disponível, até que algumas semanas atrás o próprio app me jogou na cara essa maravilhosidade. Ouvi, e como já era esperado, amei cada detalhe. Eu confesso que sinto até um pouco de medo de indicar músicas/bandas e tudo mais, porque afinal de contas cada um tem seu estilo né, cada pessoa tem sua vibe musical particular… mas eu achei que Cellar Darling realmente merecia uma chance aqui no blog. Vou deixar aqui embaixo a playlist do álbum e um vídeo deles pra vocês darem uma olhada, mas não tô obrigando ninguém a ouvir/assistir não, tá?! Sintam-se livres pra deixar passar batido se quiserem! #risosnervosos
    Também estou aberta a indicações de outras bandas no mesmo estilo ok? Pois nunca é tarde pra se incrementar a playlist! Hahaha 🙂

    O vídeo da música Black Moon:

    Até breve! :*

    To the Bone

    Há alguns meses atrás estava eu “zanzando” pelo facebook quando me deparei com um trailer na page da Netflix que milagrosamente (digo isso porque quase nunca paro ver trailers) me chamou a atenção. Talvez porque logo de cara vi que estavam no elenco dois atores que gosto muito – Keanu Reeves e Lily Collins – ou talvez porque simplesmente parei naquela parte do feed e pronto. Não consigo me lembrar do momento, whatever. Só sei que fiquei interessadíssima no filme e logo anotei no meu caderninho pra não perder o dia que ia estar disponível, porque se tem uma pessoa desligada da vida pra essas coisas, essa pessoa sou eu. Enfim, fiquei extremamente ansiosa pra poder assistir, até que semana passada finalmente pude tirar minhas próprias conclusões.

    To The Bone (O Mínimo para Viver, no Brasil) é um filme todo centrado na história de Ellen (Lily), uma jovem que sofre de anorexia e vive sem perspectivas de se recuperar ou levar uma vida saudável. Quando ela chega em um nível crítico da doença, sua família resolve submetê-la a um tratamento com um médico que usa métodos não muito convencionais (Keanu), mas que aparentemente é muito bem sucedido no que faz. Daí Ellen é obrigada a se confrontar de todas formas, num misto de insegurança, raiva, medo e tudo aquilo que geralmente acompanha os distúrbios emocionais. Ou seja, é preciso ter muita empatia e sensibilidade pra compreender o que se passa na mente da personagem.

    Grande parte dos filmes/séries que abordam problemas emocionais sofrem uma avalanche de críticas negativas, na maioria das vezes por fantasiar demais a realidade tornando tudo mais fácil ou por não dizer aquilo que deve ser dito pro espectador. To The Bone foi muito criticado pela “romantização do problema”, e rolou até uma comparação com 13 Reasons Why (que creio ser familiar pra vocês) já que a série estourou no início do ano e não se falava em outra coisa na internet. E olha, eu concordo. É preciso ter muito cuidado de fato com esse tipo de assunto, porque falar do jeito errado sobre algo que você não vive ou nunca viveu pode ser devastador na vida de quem conhece a sensação.

    To The Bone, ao meu ver, é um filme que vale a pena assistir porque aborda uma questão realmente muito séria, mas eu não posso levar minhas críticas além disso porque não conheço a realidade do problema. Gostei muito do filme, a Lily estava ótima (ela realmente emagreceu pra viver a personagem) e o Keanu é de longe um dos meus atores favoritos, mas esse tipo de filme sempre precisa ir além, precisa cumprir aquilo que propõe. Pra mim, a espera valeu a pena, pois posso dizer que gostei do que assisti. Mas com relação ao distúrbio em si, não tenho absolutamente nada a dizer. Segue o trailer:

    Eu gostaria muito de saber a opinião de vocês a respeito desse filme. Já assistiram? Gostaram? Me contem nos comentários que eu QUERO MESMO saber!
    Até o próximo post :*

    18ª Fenearte | 2017

    Esse ano eu tive o prazer de mais uma vez poder visitar a Fenearte, um baita evento que acontece todo ano aqui em PE lá no Centro de Convenções, em Olinda. Pra quem ainda não sabe, a Fenearte é uma feira que reúne trabalhos artesanais de todos os cantos do Brasil e também de alguns lugares de fora do país, o que torna o evento ainda mais rico e diversificado culturalmente. O lugar fica REPLETO de estandes cheios de produtos maravilhosos, que vão desde trabalhos manuais (crochê, tapeçaria, renascença, etc.) a artigos de joalheira e culinária. Eu mesma fiquei louca da vida pra experimentar uns doces egípcios e portugueses, mas o tempo era curto demais pra ver tanta coisa e eu não consegui voltar aos estandes internacionais 🙁 mas vida que segue, né?

    Pelo segundo ano consecutivo, eu também tive a oportunidade de fotografar o desfile do pessoal lá da faculdade, pois a UFPE todo ano participa da Passarela Fenearte com uma coleção de moda toda desenvolvida pelos alunos e professores. Ano passado eu participei do desenvolvimento da coleção, mas dessa vez eu fui somente como fotógrafa, e olha, confesso que estava tão ansiosa pelo desfile quanto os outros alunos… afinal, é sempre um momento tão único! Ver o seu trabalho ganhando visibilidade em um evento desse porte é muito gratificante, fora que gera outras oportunidades também 🙂

    Não tirei tantas fotos dos produtos como gostaria de ter tirado, porque no dia que eu fui o local estava MUITO, MUITO cheio, e conseguir se infiltrar no meio da galera pra conseguir uma boa foto estava praticamente impossível… mas o que deu pra fotografar eu vou mostrar pra vocês. Vi muita coisa legal por lá, uma diversidade de produtos incrível, tanta gente talentosa no que faz! Meu único arrependimento foi não poder comprar tudo que eu queria, sem falar dos doces que ainda não saíram da minha cabeça né… mas tudo bem, ano que vem tem mais! Agora vamos as fotinhas:

    Tudo tão colorido e chamativo né? Um sonho!
    Até o próximo post :*

    Fotógrafos que inspiram: Vivian Maier

    Como eu disse no post anterior, resolvi fazer uma pequena modificação nas categorias aqui do blog. Sempre tive vontade de escrever mais sobre fotografia, justamente por trabalhar na área e por saber que isso ajuda muito outras pessoas que também querem adentrar nesse universo. Na verdade não faz muito tempo que fotografo (uns 3 anos, talvez), mas já sou “apreciadora” da imagem faz muito, muito tempo. Comecei a me aventurar com as câmeras na faculdade, e foi lá que também conheci uma das fotógrafas que atualmente mais me inspiram e encantam. Vivian Maier ainda não é um nome muito conhecido, mas se vocês pesquisarem sobre ela e sobre a forma como ela foi descoberta, tenho certeza que vão ficar tão boquiabertos quanto eu.

    Vivian só se tornou conhecida em meados de 2009, dois anos após a sua morte. Em vida, trabalhou oficialmente como babá por 40 anos, mas nas horas livres dedicava-se a fotografar o mundo que a rodeava. Seu acervo conta com mais de 150.000 negativos (muitos ainda não revelados), que atualmente encontram-se sob os cuidados de John Maloof, o homem que a descobriu e agora, seu curador. São centenas de imagens produzidas nas ruas, retratos de pessoas desconhecidas, cenas inusitadas, o cotidiano comum… coisas que a gente nunca pára pra olhar, sabe?! Coisas que o estresse do dia a dia transforma em inutilidade. Mas Vivian, como fotógrafa de rua, tinha uma sensibilidade maior, e é possível perceber isso em todas as suas fotografias:

    Fiquei tão encantada com essas imagens que fiz meu TCC sobre a vida/obra dela, e foi gratificante demais pra mim escrever sobre algo que eu gosto tanto, principalmente porque isso me ajudou a escrever toda a pesquisa sem sentir dificuldade ou vontade de desistir, o que é bastante comum. Creio que todo esse encanto se deva ao mistério que ronda toda a vida dela sabe, porque a personalidade dessa mulher é uma incógnita gente, vocês não tem ideia. No mais, acho que ela realmente merece todo esse sucesso, porque são imagens incríveis, de uma beleza e intensidade que só vendo. Tem até um documentário (indicado ao Oscar, inclusive) chamado “Finding Vivian Maier” produzido pelo próprio John Maloof, onde ele conta como descobriu os negativos e onde alguns antigos conhecidos de Vivian dão depoimentos e tudo mais. Está disponível no YouTube, caso alguém se interesse.

    Eu sinceramente acredito que esse é um trabalho que vale muito a pena conhecer. Seja pela beleza ou pela técnica, nenhuma das fotografias que ela produziu deixa a desejar. Parece que essa mulher realmente nasceu pra fotografar! Vou colocar aqui embaixo uma galeria com algumas imagens pra vocês darem uma olhada, mas se quiserem ver o resto é só entrar no site oficial dela, que foi de onde eu tirei todas as imagens do post: vivianmaier.com 🙂

    Enfim, eu super recomendo que vocês assistam o documentário que eu mencionei, porque dá pra ter uma noção muito melhor de toda a história. Eu mesma já assisti tantas vezes que sei quase todas as falas, haha! Ansiosa pra ler os comentários de vocês, espero que tenham gostado 🙂

    Até o próximo post! :*

    De volta :)

    Então né, depois de um tempão (um baita tempão mesmo viu) longe do blog, estou finalmente de volta pra colocar a casa em ordem. Digo isso porque a bagunça aqui tava grande, e eu não conseguia tempo (e nem ânimo) pra poder organizar tudo da forma que tinha que ser. Mas tudo isso tinha um motivo: o tão amado/odiado TCC. Nos últimos 6 meses eu estive louca da vida correndo pra terminar a monografia, e por questões lógicas precisei colocar os outros projetos um pouquinho de lado, ainda que por um curto período de tempo. Mas ó, valeu a pena viu?! Mesmo com saudade dos blogs, do mundo virtual e tudo mais, esse “isolamento” social me trouxe no currículo um notão 10 bem maravilhoso que até agora eu nem acredito é meu! Hahaha!

    Pois bem, tô passando por aqui só pra avisar que não morri e tava louca de saudade de poder vir aqui e compartilhar o meu cotidiano com vocês. Dei uma mudada em algumas categorias, troquei o tema (ainda falta arrumar algumas coisas, mas faço isso aos poucos), repaginei quase todo o projeto do blog… enfim, quero deixar tudo isso aqui a minha cara, daquele jeitinho bem intimista e pessoal que eu gosto tanto! Espero que vocês também curtam e fiquem satisfeitos com todo o conteúdo, porque logo logo vem coisa boa por aí 😉

    Até o próximo post :*

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    Fonte da imagem em destaque: pexels.com